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Hepatite B e C

São doenças causadas por vírus que atacam o fígado da pessoa.

Os vírus da Hepatite B são transmitidos por meio de relações sexuais, transfusões com sangue contaminado e de mãe para filho através da placenta. Os sintomas da hepatite B incluem icterícia, febre, dores de cabeça, náuseas, vômitos e dores musculares.

A doença pode se tornar crônica em cerca de 10% das pessoas infectadas e provocar cirrose e câncer de fígado.

Os vírus da Hepatite C foram descobertos em 1989 e são transmitidos como os vírus da hepatite B. A doença geralmente é assintomática, mas alguns indivíduos podem desenvolver icterícia e ser acometidos por dores de cabeça e de garganta, vômitos e fadiga. O maior perigo é a doença evoluir para cirrose hepática, além do risco de câncer de fígado. No Brasil, estima-se que 3 milhões de pessoas sejam portadoras do vírus da hepatite C.

 

Linfogranuloma venério

 

O agente causador dessa DST é a Chlamydia trachomatis, e seu período de incubação pode ser de 7 a 30 dias.

Sinais e Sintomas

O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação da pele. Essa lesão é passageira e não é facilmente identificada pelos pacientes. Após a cura da lesão primária, que acontece geralmente entre duas a seis semanas, surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas , denominada bubão. Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus.

Formas de contágio

A transmissão do linfogranuloma venéreo se dá por via sexual.

 

Prevenção

Uso do preservativo em todas relações sexuais e higienização dos órgãos genitais após o ato sexual.

 

Tratamento

Consiste no tratamento das feridas. São utilizados medicamentos à base de antibióticos que, entretanto, não revertem seqüelas, tais como o estreitamento do reto e a elefantíase dos órgãos sexuais. Quando necessário, também é feita a aspiração do bubão inguinal. O parceiro também deve ser tratado.

 

Cancro mole

Pode ser chamada também de cancro venéreo. Popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole. 

Os primeiros sintomas aparecem dois a cinco dias após relação sexual desprotegida com portador da doença, período que pode se estender até duas semanas.

 

Sinais e Sintomas

No início, surgem uma ou mais feridas pequenas com pus. Após algum tempo, forma-se uma ferida úmida e bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho e profundidade. A seguir, surgem outras feridas em volta das primeiras. Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado (íngua) na virilha, que chega a prender os movimentos da perna, impedindo a pessoa de andar. Essa íngua pode abrir e expelir um pus espesso, esverdeado, misturado com sangue. Nos homens, as feridas, em geral, localizam-se na ponta do pênis. Na mulher, ficam, principalmente, na parte externa do órgão sexual e no ânus e mais raramente na vagina (ressalte-se que a ferida pode não ser visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar).

A manifestação dessa doença pode vir acompanhada de dor de cabeça, febre e fraqueza.

 

Formas de contágio

Transmitido pela prática de sexo (vaginal, anal ou oral) desprotegido com pessoa contaminada.

 

Prevenção

Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o cancro mole é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais. Cuidar bem da saúde e da higiene também são formas de prevenção.

 

Tratamento

O cancro mole é tratado com medicamentos à base de antibióticos, sabonetes e loções. Além do tratamento, deve-se realizar intensa higiene local. Deve ser indicada a abstinência sexual até a conclusão do tratamento. É recomendado o tratamento dos parceiros sexuais, em qualquer circunstância, pela possibilidade de existirem portadores que não manifestem sintomas.

 

 

Veja também: Quadro resumo das principais doenças sexualmente transmissíveis

 

 

 

 

 


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